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I just filmed a video “Portuguese Folk” @ Vila Nova de Gaia, Portugal on #viddy http://viddy.it/oTBllZ

Tags: viddy

#cervejadodia Ch’ti Blonde. Esta cerveja começou a ser produzida em 1978 na Brasserie Castelain, em Bénifontaine, no norte de França, perto de Lens a caminho da fronteira com a Bélgica. O nome provém do dialecto picardo e equivale ao francês c’est toi. 
As suas características provêm da utilização de leveduras de baixa fermentação (lager) que se fazem fermentar à temperatura ambiente de 14ºC como se fossem ale. Fabrica-se pelo método de infusão o que favorece o desenvolvimento dos aromas do malte utilizado. 
Tem uma cor dourada pálida e forma uma coroa de espuma cremosa de boa formação. O aroma reflecte a presença do malte fresco graças às boas notas de lúpulo.

Na boca é frutada e muito maltada. É seca, fazendo sentir os seus 8,4º de forma generosa e ligeiramente cítrica. No final, é amarga e mantém-se seca, sobressaindo a presença do lúpulo.
Beber fria em copo tulipa com um bom prato de aves. É um bom aperitivo para o que se pode encontrar mais a norte.

#cervejadodia Ch’ti Blonde. Esta cerveja começou a ser produzida em 1978 na Brasserie Castelain, em Bénifontaine, no norte de França, perto de Lens a caminho da fronteira com a Bélgica. O nome provém do dialecto picardo e equivale ao francês c’est toi

As suas características provêm da utilização de leveduras de baixa fermentação (lager) que se fazem fermentar à temperatura ambiente de 14ºC como se fossem ale. Fabrica-se pelo método de infusão o que favorece o desenvolvimento dos aromas do malte utilizado. 

Tem uma cor dourada pálida e forma uma coroa de espuma cremosa de boa formação. O aroma reflecte a presença do malte fresco graças às boas notas de lúpulo.

Na boca é frutada e muito maltada. É seca, fazendo sentir os seus 8,4º de forma generosa e ligeiramente cítrica. No final, é amarga e mantém-se seca, sobressaindo a presença do lúpulo.

Beber fria em copo tulipa com um bom prato de aves. É um bom aperitivo para o que se pode encontrar mais a norte.

Nunca!

Já cai num desmaio desinterado nas montanhas do Atlas, acordei no Hospital de Faro e sobrevivi.

Já subi ao Mont Ben Nevis, flanqueado por vales oníricos e tive de lá sair.

Já dei banho a jovens grandes incapacitados, todos borrados até ao pescoço, antes de comer uma paelha.

Já comi escaravelhos e gafanhotos e repeti.

Já fechei o carro e deixei ambas as chaves lá dentro, a 4000 km de casa e regressei.

Já dormi num banco de pedra, junto ao Convento de St° Ignácio de Loyola e acordei bem disposto.

Já atravessei a pé os Picos da Europa, perdido entre Riano a Llanes.

Já me apontaram uma caçadeira de 2 canos aos olhos e de seguida deram-me sopa quente e cama por uma noite.

Já desci e subi vales marítimos e montanhas tirolesas sem saber onde ia parar.

Já mergulhei em águas frias e apanhei escaldões nas Caraíbas.

Já atravessei lagos gelados e quase entrava em terras da antiga URSS.

Já vindimei em encostas helvéticas e apanhei grão nas madrugadas alentejanas.

Já escrevi parvoíces e já emiti despachos.

Já tive brancas e agora até as tenho nas têmporas.

Já deixei para amanhã o que podia ter feito ontem.

Já matei uma galinha e depenei-a em água fria de um riacho.

Já fiz arroz de polvo para 18 pessoas em fogões de campismo.

Já lavei a louça com areia fluvial.

Já mudei centenas de fraldas.

Já me embebedei de tal forma que não sabia quem era.

Já bebi eau de vie norueguesa ( daquela que vai ao equador e volta) e fiquei de pé.

Já assisti a dois partos, segurei os meus filhos em primeira mão e eles ainda crescem.

Já fiz Lisboa - Porto em duas horas e ainda não havia A1 completa.

Já fui multado por ir a 120 km/h numa auto-estrada.

Já tive um PC com Windows.

Já esperei 20 anos por uma mulher.

Já atravessei 3 km de esgoto para escapar a bombas de artilharia que caiam a 200 m.

Já ajudei a construir uma igreja. Já estive escondido numa igreja.

Já montei tenda sobre uma toca de coelhos e não eles gostaram do meu ressonar.

Já comi 20 sardinhas, dois pães saloios, litro e meio de vinho e uma travessa de arroz doce, tudo na mesma refeição e a seguir fui a banhos na praia em frente.

Já fui ao cinema ver um filme só porque ela queria.

Já estive em Cascais e fui-me embora.

Já bebi 5 girafas numa tarde e consegui chegar a casa.

Já vi dois episódios da Lua Vermelha.

Já felicitei amigos benfiquistas por vitórias do Sport Lisboa Vale e Azevedo.

Até já usei relógio.

Mas nunca, nunca mesmo, comi tripas à moda do Porto.

#cervejadodia Augustijn

Aqui vai mais uma #cervejadodia, para recuperar de alguns dias sem posts.

Augustijn é uma Ale estilo Abadia que se pode encontrar em duas versões. Uma com 8º e uma especial, a Augustijn Grand Cru, com 9º cuja cor dourada fica mais escurecida, a lembrar o cobre.

É produzida em Ertvelde, perto de Ghent na Bélgica, desde 1874 na cervejaria Van Steenberge.

Brewery

Tem um aroma acentuado com toques cítricos e notas de malte. Forma uma espuma branca de duração média. Na boca, consegue-se notar especiarias e um final meio frutado, meio lupulado, bastante equilibrado. 
Não sendo uma Trappist, amadurece em garrafa, durante vários anos. Aconselho comprar uma ou duas garrafas de 75 cl ou uma de 3l (para uma de caixão à cova) e deixar repousar em local fresco e escuro. 


Quando as abrirem, bebem-na em copo tipo cálice, fresca (9 a 10º) e com alguns patês e queijos para barrar no pão. Sempre prepara o estômago.

Se passarem por lá, experimentem também a Bornem triple. Mas bebem-na perto do quarto onde irão dormir e não tenham uma palestra a fazer no dia seguinte. Depois não digam que não avisei.

Confesso!…Tenho saudades de uma destas.

#cervejadodia Caves

Não! Não vou falar das caves do Vinho do Porto. Caves é também o nome de uma das mais antigas cervejas de alta fermentação da Bélgica. Produzida desde o século XIV em Lier, perto de Antwerp, na cervejaria Verhaeghe, ainda hoje é das mais famosas, entre as centenas produzidas na região.

Com os seus 5,8º, esta Ale foi ressuscitada em 1976 de acordo com a antiga receita. A sua cor âmbar de reflexos avermelhados, não engana no palato. Tem um corpo incrível, muito honesto, resultado de uma utilização de maltes locais seleccionados e cuidadosamente misturados. Não são adicionados quaisquer conservantes nem se procede à pasteurização. É o fruto de uma alta fermentação com lúpulos que lhe dão um toque ácido. Muito frutada, não fica muito longe das famosas Gueuze, tão apreciadas pela senhoras.

Estagia cerca de dois anos na garrafa, onde beneficia de uma segunda fermentação e contribui para o suculento corpo, coroado por uma densa espuma branca e perpétua.

Quando a bebi, acompanhava um prato de Moules, numa qualquer esplanada na praça central de Lier. Não me lembro de dali ter saído, mas não foi a conduzir.

Muito dificilmente se encontra esta cerveja fora da região.

#cervejadodia Guinness

Se há cervejas que tanto despertam amores como ódios, a Guinness é uma delas. Fabricada desde 1759 em Dublin, é A Stout por por definição, embora tenha origem numa Porter. E por que é que é uma Stout? Porque utiliza 10% de maltes muito torrados que lhe conferem aquela cor escura. O restante é constituído por 65% de maltes Ale e 25% de flocos de aveia que exigem alguns minutos após a tiragem, de forma a assentarem e permitirem que a cor preta definitiva se imponha no copo.

A sua espuma, uma vez estabilizada, é das mais cremosas de todas as cervejas que já provei e tem uma cor tostada (como não podia deixar de ser). Impõe-se no topo do nectar até ao fim dos primeiros 20 minutos do jogo que vemos na TV do Pub, altura em que pedimos a segunda.

Na boca predominam os rasgos de malte torrefacto, com generosas referências a café. É seva, suave e cremosa, mas com um corpo inesperado. Paladares mais apurados detectam notas de frutos silvestres tostados. O final é lupulado e mantém as notas iniciais.

A versão em garrafa não é pasteurizada e amadurece na garrafa o que produz uma segunda fermentação. Tem 4,2% de álcool que não se alteram significativamente com o tempo na garrafa. Mas fica mais afrutada e fresca que a do barril. Deve beber-se fresca (7º a 10º).

Confesso que não percebo como não se gosta desta stout, mas gostos não se discutem. Talvez seja uma questão de contextualização.

Raramente a bebi a acompanhar refeições. Mas sabe muito bem se o Pub for junto ao Mar do Norte e o prato de ostras for sendo renovado amiúde. Levem uma camisola quente.

#cervejadodia Theresianer

Não sou grande apreciador de cerveja do tipo Pilsen, é um facto. E se essa cerveja for de origem italiana, digo logo um “Não, obrigado” com os olhos a perscrutar uma alternativa decente, numa qualquer linha de bicas de cerveja atrás do balcão.

Logo da Theresianer

Mas, um dia dos idos de Agosto, no ano da graça de 1991, em viagem por Trieste, não tive alternativa. E ainda bem. Porque o preconceito desvaneceu-se quando enchi a boca com um golo desta Lager, ao melhor estilo de märzenbier, também conhecido por estilo Vienna, de seu nome Theresianer em homenagem à Imperatriz Maria Teresa de Áustria por esta ter concedido a primeira licença de fabrico de cerveja em Trieste.

Forma uma cor âmbar avermelhada encimada por uma coroa de espuma generosa e duradoura. Enquanto na boca, transmite um sabor a malte torrado, muito equilibrado com a presença do lúpulo o que a torna ligeiramente doce. Sente-se a pureza das águas utilizadas na sua frescura e, dizem, não se utilizam quaisquer processos de pasteurização ou adição de de conservantes. 

Deve beber-se num copo tipo tulipa ou lager, de preferência muito fria (5º a 7ºC) para se usufruir dos seus 5,3% de álcool. Combina muito bem com pasta ou assados de aves.

No seu rótulo, distingue-se das outras Theresianer por ter um Zepelim atrás do farol e goza de um enorme prestigio em toda a Itália, pelo que percebi. Até a descobri em Nápoles. Infelizmente, nunca a vi à venda aqui em Portugal.

O seu site merece uma visita: http://www.theresianer.com/en/home.html

Para mim, quando se fala em birra, fala-se de Theresianer.

Faz hoje 46 anos

Diz o avô dos meus filhos que passavam cenas de da guerra do Vietnam no Telejornal da RTP1 da tv a preto e branco daquela Maternidade do Monte Estoril. Tinha passado a tarde em luta por um lugar nos jardins do Casino Estoril para ver a passagem de “La donna più bella del mondo”, a Gina Lollobrigida, nesses dias, em promoção da sua sensualidade pelas terras de Salazar (não deixava escapar uma, esse ditadorzinho de trazer por casa).
Diz também meu progenitor que correu escadas acima para me ver e que estacou atrás do vidro quando se deparou com este pequeno ser que agora vos escreve estas linhas. Estacou num misto de horror com amor, pois os meus pés tamanho 44 e o abundante pêlo negro já sobressaiam muito além da máxima “todos os bebés são bonitos”.
Até que ponto esse momento marcou o que sou hoje, não sei! Talvez a beleza da Gina tenha sido um mau termo de comparação.
Enfim. Faz hoje 46 anos que comecei a respirar.
Quanto à guerra… Apenas parece ter mudado de cenário.

Que parvos somos.

O meu colega e amigo JMSaúde não calculava o impacto que este seu video postado no youtube iria ter. Mais de 100.000 visualizações ao fim de uma semana, vários artigos em jornais online; direito a reprodução em telejornal em horário nobre; alvo de análise por comentadores do pingarelho político-social do burgo; mais de 200 comentários corajosos na própria página… e mais do mesmo. Mas tudo em lume brando e sem sair do conforto do teclado.

Vi mais raiva e coragem nas palavras cantadas pela Ana Bacalhau do que em todos essas letras amontoadas. E, por mim falo, o mesmo parvo de sempre.