#cervejadodia Rodenbach Grand Cru
Todos os anos, por alturas de Fevereiro, tenho de me deslocar a Bélgica para leccionar umas aulas em Brugge. Normalmente fico em casa de amigos, nos arredores, numa região muito agrícola e polvilhada de pequenas produções de cerveja caseira. Uma das cervejas que me marcou definitivamente as papilas gustativas foi a Rodenbach.
É elaborada em Roeselare, uma das paragens na linha de comboio que utilizo para chegar de Lichtervelde a Brugge.
A Rodenbach Grand Cru costuma ser uma das opções oferecidas pelos meus hospitaleiros anfitriões, entre outras que falaremos mais tarde.
Trata-se de uma Ale, estilo Irish Red com 6% de álcool. Tem uma cor avermelhada, como o estilo indica e uma espuma generosa, desde que bem servida no copo tulipa. Mas é o sabor que a destingue.
Tem um aroma muito frutado com suaves notas de caramelo e madeira, talvez por envelhecer em pipas de carvalho durante cerca de 18 meses, embora o resultado final seja uma mistura com outra apenas com dois meses de estagio. Na boca é encorpada e algo complexa para se definir, talvez por se utilizarem vários tipos de malte e os lúpulos serem muito suaves. Salienta-se o trago vinoso e um final muito saboroso, suave e pouco amargo. Tem de ser experimentada, preferencialmente com queijos e patés, mas também já a acompanhei com pratos de caça.