#cervejadodia Westmalle
É a minha cerveja de eleição. Talvez haja melhores. Não tenho pretensões a provar todas as cervejas do mundo. Mas esta verdadeira Trappist, fabricada na Abadia de Nossa Senhora do Sagrado Coração, mais conhecida por Abadia de Westmalle, enche-me as medidas. Provei-a num bar do hotel em frente à própria Abadia, num fim de tarde que nunca mais vou esquecer. Enquanto esperava por uns colegas de trabalho num projecto europeu para identificar boas praticas em Intervenção Preoce, pedi uma cerveja local ao barman. Ele aconselhou-me a Westmalle Tripple. Tirou-a do barril (à pressão) e a minha perspectiva sobre a cerveja mudou com o primeiro trago.
Considero-a a rainha das cervejas, com a sua tonalidade pálida, ligeiramente turva e uma força que produz uma magnifica coroa de espuma branca a lembrar nuvens vistas de um avião a 9 000 m de altitude. A Westmalle Tripple tem 9% de álcool, resultantes de uma tripla fermentação. A ultima já na garrafa, após a adição de mais levedura. O aroma, senhores, o aroma forte, complexo com toques de ervas como o tomilho e o alecrim, é inconfundível. Ao passar pela boca demonstra toda a sua pujança, revelando-se limpa, frutada e mesmo floral. Aqui e ali, sente-se um toque a especiarias (talvez pimenta) e a citrinos (talvez laranja). O final é fresco mas amargo pois os lúpulos estão bem presentes. O equilíbrio com o malte é soberbo, tornando a experiência final limpa, firme e seca. Eu bebo-a sempre bem fria. Fica bem acompanhada com um prato de mariscos ou com um cozido à portuguesa, com muitos legumes. Para um fim de dia sem trabalho, com amigos, recomendo também a Westmalle Dubbel.