#cervejadodia Guinness

Se há cervejas que tanto despertam amores como ódios, a Guinness é uma delas. Fabricada desde 1759 em Dublin, é A Stout por por definição, embora tenha origem numa Porter. E por que é que é uma Stout? Porque utiliza 10% de maltes muito torrados que lhe conferem aquela cor escura. O restante é constituído por 65% de maltes Ale e 25% de flocos de aveia que exigem alguns minutos após a tiragem, de forma a assentarem e permitirem que a cor preta definitiva se imponha no copo.

A sua espuma, uma vez estabilizada, é das mais cremosas de todas as cervejas que já provei e tem uma cor tostada (como não podia deixar de ser). Impõe-se no topo do nectar até ao fim dos primeiros 20 minutos do jogo que vemos na TV do Pub, altura em que pedimos a segunda.

Na boca predominam os rasgos de malte torrefacto, com generosas referências a café. É seva, suave e cremosa, mas com um corpo inesperado. Paladares mais apurados detectam notas de frutos silvestres tostados. O final é lupulado e mantém as notas iniciais.

A versão em garrafa não é pasteurizada e amadurece na garrafa o que produz uma segunda fermentação. Tem 4,2% de álcool que não se alteram significativamente com o tempo na garrafa. Mas fica mais afrutada e fresca que a do barril. Deve beber-se fresca (7º a 10º).

Confesso que não percebo como não se gosta desta stout, mas gostos não se discutem. Talvez seja uma questão de contextualização.

Raramente a bebi a acompanhar refeições. Mas sabe muito bem se o Pub for junto ao Mar do Norte e o prato de ostras for sendo renovado amiúde. Levem uma camisola quente.